Começou o segundo período destinado ao defeso do caranguejo


Começa hoje e se estende até o dia 5 de fevereiro o novo período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus). Durante esses seis dias os caranguejos não podem ser capturados para que a sua reprodução seja garantida. A estocagem e o comércio só podem ocorrer para quem tiver apresentado a “declaração de estoque” ao Ibama. Para o transporte de caranguejos é necessária uma “guia de autorização”.

Os modelos dos documentos necessários para quem comercializa ou transporta caranguejos durante o defeso devem ser retirados e, depois de devidamente preenchidos, devolvidos à superintendência do Ibama em Natal, que fica na avenida Almirante Alexandrino de Alencar, 1399, Tirol, telefone 3342-0430.

Embora ainda não esteja ameaçado, o caranguejo-uçá vem sofrendo capturas acima do recomendável para a recomposição dos estoques naturais, o que é preocupante. Além da importância para o meio ambiente, os caranguejos são importantes fontes de proteína e também de renda para muitas populações carentes.

O desrespeito às regras do defeso podem acarretar multas entre R$ 700,00 e R$ 100 mil, mais R$ 20,00 por quilo de produto irregular. Como se trata de um crime ambiental, também pode resultar em até três anos de reclusão.


DEFESO

É o período em que os caranguejos-uçá realizam com mais intensidade os seus rituais de acasalamento para reprodução. Ocorre principalmente nas épocas de maior umidade do ar (chuvas) e grande variação entre marés.

Nesses momentos os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e se encontram na “andada” sobre os manguezais. Durante essa fase, os caranguejos ficam mais lentos e, portanto, mais suscetíveis à captura. Daí a importância do defeso, que tem como objetivo garantir a recomposição dos estoques naturais do crustáceo.

Além do defeso, também devem ser respeitados o tamanho mínimo do caranguejo (medido pela largura da carapaça), que deve ter 6 centímetros e a restrição da apanha de fêmeas, que só podem ser capturadas entre junho e novembro.


Fonte: Jornal O Mossoroense – 31/01/2014